Tomada de posse da nova direcção dos Bombeiros Voluntários de Vila Meã

No passado dia 28 de Janeiro (sexta feira) no salão nobre do quartel dos B.V. de Vila Meã ocorreu a tomada de posse da nova direcção dos B.V. de Vila Meã.

Estiveram presentes, entre outros, o Presidente da Câmara Municipal, o Presidente da Assembleia Municipal, o Presidente da Direcção, o Presidente da Assembleia Geral, o Presidente do Concelho Fiscal, o Representante dos Bombeiros do distrito do Porto, o Sr. Padre Jorge e o Sr. Albino Magalhães. Parte constituinte da plateia esteve também Vereadores e Presidentes de Junta


Comandante dos B.V. de Vila Meã

No seu discurso aos presentes o Comandante do quartel começou por cumprimentar e saudar o Presidente da Direcção e o seu executivo pela vontade e coragem de assumir as funções tendo em conta a situação actual dos B.V. de Vila Meã.

Encorajou e demonstrou a confiança que tem na actual Direcção dizendo que “Não tenho quaisquer dúvidas de que o Presidente da Direcção irá conseguir atingir os objectivos a que se propõem e que dará provas disso, como já o demonstrou ao longo destes últimos dias na recuperação desta associação.”

Salientou o trabalho, a luta, a coragem e principalmente a vontade dos bombeiros presentes, que devido á situação actual dos B.V. de Vila Meã, tiveram que lidar com o sofrimento em silêncio, muitas das vezes com vontade de revolta mas que acabaram por dar a volta por cima.

Referiu ainda como foi difícil gerir as emoções depois de verem o nome dos B.V. de Vila Meã a ser exposto quando eles só contribuíam com o trabalho, nunca pondo em causa o seu empenho, dedicação e disposição nas funções que lhes eram atribuídas, nada tendo a ver com o estado a que chegou a situação financeira dos B.V. de Vila Meã.

O Comandante enaltece todos os bombeiros pertencentes a esta corporação dizendo que “Sempre garantiram a operacionalidade do corpo de bombeiros com a qualidade que lhes era exigida.” e dirigiu-se aos bombeiros presentes agradecendo.

Referiu ainda que os B.V. de Vila Meã têm que continuar pois esse é o caminho salientando que “Temos que fazer parte da solução e nunca parte do problema.”

No final o Comandante dirigiu-se ao Presidente da Direcção demonstrando o seu apoio e empenho em ajudar no que for necessário com a certeza de que a guerra ainda não terminou e que na próxima batalha irão ter com troféu a vitória. Em nome da corporação disse “Conte com a nossa colaboração e lealdade porque esta batalha não é só sua e do seu executivo mas de todos nós.” Rematando de seguida “A partir de hoje é um bombeiro sem farda, bem vindo á nossa família.”

 Antes de terminar o seu discurso partilhou com todos os presentes o lema da corporação destacando que “Um bombeiro não foge, recua para tomar balanço.”

 

Presidente da Direcção dos B.V. de Vila Meã

O Presidente da Direcção no seu discurso começou por caracterizar a situação actual dos B.V. de Vila Meã como sendo “Uma situação de facto extremamente complicada e que é do conhecimento público tudo aquilo que está em torno desta instituição.”

Fez referência às razões pela qual apresentou a sua candidatura, excluindo a possibilidade de a sua candidatura ter sido influenciada por algum pedido ou convite de alguém, realçando a sua vontade pessoal de querer contribuir e ajudar na recuperação da instituição e terminou dizendo que “Eu acredito que quando temos uma vontade pessoal, somos capazes de dar a volta às situações mais difíceis, de uma forma muito mais fácil.”

Falou do orgulho que sentiu ao receber um “sim” imediato da parte das pessoas que tinha como essenciais para fazerem parte da sua direcção assim como da conversa que manteve com o Presidente da Câmara Municipal durante 10 a 15 minutos na qual expos a sua posição e disse-lhe da sua decisão.

De seguida dirigiu uma palavra ao anterior Presidente da Direcção assim como a todos os membros dos órgãos sociais que o antecederam, realçando a certeza de que fizeram aquilo que podiam e o que melhor sabiam. Conclui dizendo que “Em nome de todos os sócios e da corporação o meu muito obrigado pelo vosso trabalho.”

Abordou a realidade da corporação nos dias de hoje em comparação com a sua fundação á 30 anos atrás, pois já não se trata de uma corporação só de voluntariado. Referiu que a corporação mesmo tendo na sua génese o voluntariado, nos dias de hoje assemelhasse a uma empresa. Uma empresa que emprega 17 pessoas, que gere uma frota de 24 viaturas e tem 127 voluntários dos quais 22 mulheres e 18 jovens em formação.

Demonstrou a sua vontade em ajudar sem nunca prometer o que quer que fosse e destacou esse seu princípio dizendo “Estamos aqui para dar o nosso melhor, não vamos prometer nada de extraordinário. A única coisa que prometemos e garantimos á população de Vila Meã é a continuação da prestação de serviços dos B.V. de Vila Meã e ainda garantimos quer aos assalariados, quer aos voluntários que a vossa vontade em servir é reconhecida por todos nós.”

Continuou o seu discurso falando do trabalho que pretende desenvolver juntamente com as pessoas que fazem parte da sua direcção salientando que antes de falar do futuro terá que fazer uma análise exaustiva do passado, pois o passado não foi aquele que pretendia e a situação dos B.V. de Vila Meã não é fácil porque não se conhece o real valor da divida dos B.V. de Vila Meã. A fim de conhecer o valor real da referida divida, esta nova Direcção pretende numa primeira reunião fazer aprovar uma auditoria externa, para perceberem até onde vai a situação dos B.V. de Vila Meã. O actual Presidente da Direcção refere que só quando tiverem a perfeita consciência da real situação dos B.V. de Vila Meã irão poder planificar o futuro e disse ainda que “Nós sabemos aquilo que queremos e iremos lutar por isso com determinação e rigor. Essa é a nossa única promessa, que enquanto representante máximo vos posso dar.”

O actual Presidente da Direcção descreveu como foi a semana anterior á tomada de posse e referiu que se deslocou ao quartel inúmeras vezes e entrou em contacto com alguns dos principais credores da instituição, salientando a disponibilidade que verificou da parte deles em arranjar uma solução para os B.V. de Vila Meã. Agradeceu a paciência de todos e a presença de alguns que tiveram a amabilidade de estarem presentes. Pretende continuar em negociações com as várias empresas de forma a arranjarem um plano de pagamentos que permita aos B.V. de Vila Meã restabelecer e dignificar de novo a instituição.

Dirigindo se para os bombeiros presentes, disse “Não sois vós seguramente, os principais responsáveis pela situação económica e financeira da instituição, sois por ventura num primeiro impacto as vítimas de algumas medidas que teremos que tomar. Nunca por nunca aceitarei que se perca qualidade nos serviços prestados por vós.

Concluiu o seu discurso pedindo encarecidamente todo o apoio ás pessoas e aos bombeiros presentes e rematou dizendo “Bem haja a todos e espero daqui para a frente contar com a disponibilidade de todos vós.”


Presidente da Câmara Municipal de Amarante

Como Presidente da Câmara Municipal e também como associado da Associação Humanitária dos B.V. de Vila Meã o Dr. Armindo Abreu começou por dizer que foi com grande prazer que viu a sala cheia de associados e amigos dos bombeiros, facto que á muito pouco tempo não se verificava. Segundo o Presidente da Câmara Municipal este facto significa que a associação está com força e sente se capaz de resolver os seus problemas.

Dirigiu se á anterior Direcção dos B.V de Vila Meã e deixou uma palavra ao anterior Presidente da Direcção e Presidente da Assembleia Geral, pois na sua opinião estes tiveram a perfeita consciência de que a Associação Humanitária dos B.V. de Vila Meã tinha entrado num impasse e que já não fariam parte da solução, mas parte do problema.

Caracterizou os membros da anterior Direcção como homens de visão que com toda a abertura, puseram o lugar á disposição. Só assim foi possível eleger uma nova Direcção para que o problema da Associação Humanitária dos B.V. de Vila Meã fosse resolvido.

Referiu no seu discurso a situação actual da associação como sendo uma sendo uma situação difícil, mas não inultrapassável.

Salientou que este tipo de associações já são grandes associações que movimentam muitas centenas de milhares de euros por ano e que portanto são associações que podendo hoje estar em crise também têm condições para se levantarem e prosseguirem.

O Presidente da Câmara Municipal deu uma maior ênfase á necessidade de gestão por parte destas associações e disse “A questão é que haja gestão e nós em Portugal, meus caros amigos, temos tido um problema enorme quer no movimento associativo, quer até por exemplo no movimento cooperativo.” Rematando disse ainda que “Convencemo-nos que não deve haver gestão e esquecemo-nos que estas são organizações grandes demais, sérias demais e importantes demais para que não haja gestão.”

A dada altura do seu discurso o Presidente da Câmara Municipal comparou a situação difícil pela qual está a passar a Associação Humanitária dos B.V. de Vila Meã e que outrora a Associação Humanitária dos B.V. de Amarante também passou e descreveu em traços gerais as dificuldades que a Associação Humanitária dos B.V. de Amarante teve de ultrapassar.

Conclui o seu discurso pedindo paciência aos assalariados da associação que tem ordenados em atraso. Deixou também uma palavra de agradecimento e reconhecimento á antiga Direcção dizendo que “Com certeza cometeram erros e não tiveram uma gestão cuidadosa, mas deixaram alguma coisa” e rematou dizendo “Não estamos numa altura de recriminações, estamos numa altura de união.”

 

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