Operário Português desaparecido em Espanha

António Gouveia, de 53 anos, residente em Amarante e empregado de uma empresa de construção civil de Penafiel, encontra-se desaparecido desde o dia 7 de Junho, tendo sido visto pela última vez em Zamora, Espanha, onde estava a trabalhar, confirmou fonte policial.

“Depois da queixa apresentada no posto de Vila Meã por familiares, foram tomadas as diligências habituais neste tipo de situações, mas para já não há nada que possamos acrescentar”, disse Brites Teixeira, comandante do Destacamento de Amarante da GNR.

Segundo a empresa de Penafiel, as autoridades espanholas também foram informadas do desaparecimento, mas até agora, passada uma semana, não há indicações quanto ao que se terá passado.

José Carlos Vieira, sócio gerente da empresa Grandys - Construções SA., onde trabalha o operário, disse à Lusa que o operário tinha ido nesse dia 7, uma segunda feira, para a zona de Zamora.

“Era o seu primeiro dia de trabalho. Foi um cunhado que me pediu para lhe arranjar emprego na sexta feira anterior”, revelou.

O operário foi visto pela última vez por colegas no final da jornada de trabalho desse dia 7, antes de sair para dormir numa pensão local.

Segundo a empresa, o homem acabaria por não pernoitar na pensão que estava reservada para o efeito, desconhecendo-se porquê.

No dia seguinte, terça feira, os colegas, ao constatarem a ausência de António Gouveia no trabalho, contactaram-no por telemóvel, tendo o operário dito que estava perdido junto de umas fábricas e que não conhecia ninguém.

A empresa também conseguiu contactá-lo por telemóvel nesse dia, mas as palavras do operário eram confusas, dizendo apenas que estava molhado e com frio. 

“Ele estava muito confuso”, disse à Lusa o empresário.

Familiares com origem em Mancelos, Amarante, onde reside o trabalhador desaparecido, também se deslocaram a Zamora na semana passada para tentar localizar António Gouveia, o que não conseguiram.

Desde o dia 9 que o telemóvel do operário deixou de funcionar provavelmente porque terá ficado sem bateria.

Nos últimos dias, as autoridades espanholas passaram pelos principais hospitais da região, mas não foi encontrado qualquer registo do trabalhador português.

José Manuel Gouveia, filho do operário desaparecido, disse que o seu pai é um trabalhador experiente, mas era a primeira vez que se encontrava a trabalhar em Espanha.

Passados quatro meses ainda não existem quaisquer avanços nas investigações, dando a entender o pouco interesse da parte das autoridades nacionais e espanhola.

Em consequência do relato feito anteriormente, deixo a seguinte questão em aberto aos leitores.

Qual foi a razão pela a qual as televisões nacionais não reportaram este desaparecimento, mesmo depois de ter sido dado a conhecer ás mesmas? 

Quando as televisões nacionais foram informadas do desaparecimento a resposta foi a seguinte:

"Todos os dias desaparecem pessoas", rematando dizendo que não tinham o assunto na mesa de trabalho.

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