Câmara não dá boleia aos alunos que vivam a menos de três quilómetros da escola

Segundo notícia publicada no jornal JN de hoje; “Não há boleia nos autocarros para os alunos que residam a menos de três quilómetros da Escola”. É isto que o vereador com o pelouro da Educação, Abel Coelho, na Câmara de Amarante, vai transmitir, hoje, à Associação de Pais e encarregados de Educação da EB2,3 de Vila Caíz. Recorde-se que, na passada segunda-feira, alguns pais, à margem da Associação, fecharam a cadeado a escola exigindo a gratuitidade do transporte para os seus educandos.

 

O protesto terminou com actuação da GNR a abrir o portão e a multar os carros mal estacionados. Os alunos perderam duas aulas.

 

Na ocasião, segundo Pedro Pinto, um dos pais que se manifestaram havia dito ao JN que lhes foi prometida para, ontem, uma reunião com a Câmara. Porém esse encontro, apurou o JN, acontecerá, apenas, no dia de hoje. O vereador da Educação, explicou ao JN, que a mudança da atitude da autarquia que deixa de custear as despesas de transporte com todos os alunos resulta da lei. “A partir do momento que o Instituto da Mobilidade e dos Transportes Terrestre alargou o alvará da empresa de camionagem a todo o concelho, deixa de haver transporte escolar e passa a ser público. O que acontecia no passado é que dava-se boleia a todos os alunos, por vezes sobrelotando as carrinhas, mas, agora, isso acabou”, sublinha.

 

O presidente da Associação de Pais, Abílio Ricardo, ex-autarca da freguesia já havia dito ao JN que era “muito difícil fazer recuar a câmara ainda para mais com este protesto”. O responsável, à semelhança da actual junta de freguesia, lamentou que a informação das mudanças operadas fosse tardiamente transmitida aos encarregados de educação. Os pais refugiam-se na crise. “Não tenho 22 euros pelo passe dos meus dois filhos para percorrer cerca de dois quilómetros até à escola”, justificou ao JN, Pedro Pinto à porta da sua vivenda.

 

In:JN

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