Armindo Abreu inaugura Instituto Empresarial do Tâmega (IET)

Estamos a inaugurar umas instalações dignas, sem serem extravagantes. Assim deve ser. O investimento na massa cinzenta é o que mais conta para o desenvolvimento do país. Os amarantinos depositam grandes expectativas no êxito desta incubadora. Que ela seja mais uma alavanca a juntar às que já existem para se reabilitar em pleno esta área de acolhimento empresarial que já foi tão importante para a economia regional e do país, é o que esperamos”.

 

As palavras são de Armindo Abreu, Presidente da Câmara Municipal de Amarante, e foram proferidas aquando da inauguração do Instituto Empresarial do Tâmega, a 20 de setembro, ato que contou com a presença do Secretário de Estado Adjunto do Ministro-adjunto e do Desenvolvimento Regional, Pedro Lomba, de António Mota, Presidente do Grupo Mota Engil e de Emídio Gomes, Presidente da CCDR/Norte.

 

Tendo o IET como um dos seus principais objetivos dinamizar o tecido empresarial e criar emprego, Armindo Abreu, considerou-o de grande importância para a região do Tâmega e Sousa que, disse, “apesar de ser a terceira região do país mais populosa, com mais de 500mil habitantes, é aquela que apresenta menores índices de desenvolvimento económico e social, por culpas próprias, por certo, mas também porque nunca mereceu da parte do poder central e dos poderes desconcentrados a norte a atenção consentânea com a sua importância relativa no todo nacional e regional.

 

É, continuou, o velho problema de se situar numa zona cinzenta, entre o litoral e o interior. Em quase todos os municípios a taxa de desemprego é superior à média nacional e, por isso, a programação de novo quadro comunitário e do programa regional do norte deve dar sinais inequívocos de que quer dar resposta a esta calamidade do desemprego que é hoje, sem dúvida, a questão que mais nos aflige”.

 

Armindo Abreu está confiante que o I.E.T., bem como outras incubadoras que já existem no território “estarão, por certo, empenhadas em dar o seu contributo no desenvolvimento económico, em consonância com a estratégia Europeia para o período 2014-2020, de um crescimento sustentável, inteligente e inclusivo”.

 

O Presidente da Câmara Municipal de Amarante aproveitou a presença de Pedro Lomba e de Emídio Gomes, para lembrar o compromisso que o Estado, voluntariamente, assumiu na Declaração de Impacte Ambiental relativa à barragem de Fridão, afirmando que “em primeiro lugar, deve o governo decidir se a barragem se faz ou não, cujo RECAPE (Relatório de Conformidade Ambiental do Projeto de Execução) está em apreciação há dois anos”, e, “em segundo lugar, a estratégia de desenvolvimento regional e o plano de ação correspondente que estão a ser elaborados para a região Norte, e, em particular, para a CIM do Tâmega e Sousa para o novo período de fundos comunitários, deve contar com este compromisso, sob pena de nos sentirmos profundamente defraudados”, concluiu.

 

Dez anos para mudar a região

 

O Instituto Empresarial do Tâmega (IET) é uma associação sem fins lucrativos de direito privado, de caráter científico e técnico, resultante do congregar de vontades de um conjunto de entidades institucionais (municípios, universidades e escolas), empresariais e de apoio à competitividade, que levaram à sua constituição a 20 de Agosto de 2010.

 

Foi constituído tendo por base o modelo de desenvolvimento regional da hélice tripla, visando transformar, no horizonte de 10 anos, o espaço de intervenção prioritário numa “bacia empresarial” de referência e exemplo de demonstração, elevando significativamente os indicadores de “emprego qualificado”, “produtividade” e “taxa de criação de empresas de média/alta intensidade tecnológica”.

 

Para isso promove uma maior dinâmica empresarial: provocando o empreendedorismo e estimulando-o, com preocupações de especialização setorial; apoiando a génese de novas empresas inovadoras; provocando as empresas existentes a incorporarem na sua estratégia e organização fatores de competitividade: conhecimento, inovação, parcerias, tecnologia, internacionalização; desafiando as “empresas de referência” a partilharem as melhores práticas, contribuindo para a modernização, reestruturação, reconversão ou consolidação do tecido empresarial.

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