Amarante: GNR foi chamada para abrir EB 2,3 fechada a cadeado

A GNR foi hoje chamada à Escola EB 2,3 de Vila Caiz, em Amarante, para abrir os portões do estabelecimento de ensino que tinham sido fechados, no início da manhã, com um cadeado impedindo a entrada de alunos, disse à Lusa fonte da direção da escola.

Segundo o diretor João Queirós, não houve aulas nas primeiras horas da manhã, mas “a situação já foi normalizada”, devendo as atividades letivas do resto do dia realizar-se sem problemas.

“Os pais protestaram porque agora têm de pagar os transportes escolares”, referiu o responsável à Lusa.

O docente precisou que são abrangidos pelos pagamentos (11,65 cêntimos) os alunos que residem até três quilómetros da escola.

Esses encargos, que afetam 120 dos 400 alunos, eram assumidos no anterior ano letivo pela Câmara de Amarante.

“Deixaram de o ser este ano”, disse.

João Queirós sustentou que, de acordo com a legislação, a autarquia não está obrigada a assumir esse encargo, sendo apenas responsável pelos transportes com uma distância superior a três quilómetros.

No entanto, critica o município por não ter dialogado com os pais no início deste ano letivo, conforme tinha sido solicitado pela escola.

“Nós avisámos a câmara em devido tempo. Mas não quiseram saber”, lamentou.

Entretanto, a associação de pais, através do seu presidente Abílio Ricardo, negou à Lusa a responsabilidade pela colocação do cadeado na escola, garantindo desconhecer quem o fez.

Abílio Ricardo diz que o pagamento que agora está a ser pedido pelos transportes decorre da lei, frisando ainda que essa situação já acontecia com os alunos do primeiro ciclo do ensino básico e jardins-de-infância do mesmo agrupamento.

A Lusa tentou contactar o vereador da Educação na Câmara de Amarante, Abel Coelho, mas este tem estado incontactável.
 
 
GP. / com Lusa.

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