Apresentação dos símbolos heráldicos de Canadelo

O Presidente da Câmara de Amarante disse, em Canadelo, que “a reforma administrativa proposta pelo governo não tem em conta a identidade nem a cultura das comunidades”, acrescentando que “se limita a seguir um modelo matemático cego, que se aplica indiscriminadamente”.

“Extinguir freguesias nas áreas urbanas, na Sede dos concelhos, pode até fazer sentido, disse Armindo Abreu, já que estão próximas do poder autárquico municipal. Mas nas áreas rurais a situação é diferente e as populações precisam de uma referência, de alguém que encaminhe ou resolva os seus problemas, que faça a ponte com a Câmara e outras instituições. E esse alguém é o Presidente da Junta”, enfatizou.

Armindo Abreu falava na apresentação dos símbolos heráldicos daquela freguesia do Município, numa cerimónia integrada nas Festas de S. Pedro, evento que juntou residentes e muitos emigrados com raízes em Canadelo.

Os símbolos heráldicos de Canadelo Estudados por António Patrício, os símbolos heráldicos de Canadelo contêm elementos intrinsecamente relacionados com a cultura da freguesia, estando S. Pedro “representado” através da inserção de duas chaves, uma de ouro outra de prata, com os palhetões virados para cima e atadas de prata.

Aliada ao trabalho duro, castigador, sofrido na exploração da cal e do seu transporte até há então vila de Amarante - lê-se na descrição do brasão - surge a burra, “parceira” do homem e ligada à sua sobrevivência. O animal aparece passante de prata realçada a negro, ajaezada com uma arreata e cabresto de ouro (…), sobre um fundo verde, referência a toda a envolvência da serra e dos lameiros e campos de cultivo.

Elementos do brasão são também o rio, de águas transparentes, apetecidas e selvagens (…) e a floresta e toda a vida que irradia, não podendo igualmente ser esquecido um produto natural, rico e apetecido, nascido um pouco por toda a aldeia, que já foi a sua luz e é parte integrante do viver e da subsistência dos habitantes de

Canadelo, um produto de qualidade que continua a alumiar a imagem sagrada do padroeiro: o azeite.

Por esta razão, refere António Patrício, é que aparece a cor amarela e a bandeira é esquartelada a verde e amarelo. A natureza, com o seu verde, de mãos dadas com o amarelo, luz e cor do seu azeite, conclui.

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